Fui convidado para ser professor de MBA na FGV Management!
Clima de festa!
Obrigado a todos que sempre me apoiaram, e a Deus antes de tudo.
MV
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Definição de Inveja
"Invejoso? Eu?"
Curioso...Geralmente pensamos que a inveja acontece quando alguém, que não tem algo, quer esse algo que temos.
Um conceito mais amplo e que justifica muitas situações na nossa vida profissional:
Inveja, na verdade, é quando alguém não tem algo que temos e, pior ainda, não quer que o tenhamos também.
Exemplo de algo que pode desencadear a inveja: seu sucesso. E o mais interessante disso tudo é que é mais fácil termos inveja dentro dessa conceituação, pois não conseguimos entender (ou pelo menos admitir) o sentimento de que não queremos que alguém tenha sucesso. É fácil administrar o "não querer as coisas do outro", e consequentemente dizer "não me considero uma pessoa invejosa".
Mas imaginar que não queremos o sucesso de alguém chega a ser repudiante dentro de nós mesmos...E por acharmos que somente monstros fazem isso, nos eximimos da culpa.
Profundo e prático.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Sobre dizer não, inclusive para si mesmo
Uma vez ouvi que caridade às vezes é uma forma de egoísmo. Eu achei isso estranho por muito tempo - quem comentou isso justificou-se dizendo que fazemos um bem a alguém porque não gostaríamos que acontecessem conosco as dificuldades por que passam as pessoas que ajudamos.
Mas aí um padre, certo dia, comentou que no meio de uma missa - que ele mesmo celebrava - entrou um bêbado, maltrapilho, para pedir esmola. Isso já vinha acontecendo há algumas celebrações, e esse padre só observava a reação das pessoas. Uns se incomodavam com o mal cheiro, outros fingiam que não era com eles, e outros davam moedas sem sequer olhar para o rapaz.
Nesse dia, o padre resolveu falar, enquanto alguns davam dinheiro ao mendigo.
Mas aí um padre, certo dia, comentou que no meio de uma missa - que ele mesmo celebrava - entrou um bêbado, maltrapilho, para pedir esmola. Isso já vinha acontecendo há algumas celebrações, e esse padre só observava a reação das pessoas. Uns se incomodavam com o mal cheiro, outros fingiam que não era com eles, e outros davam moedas sem sequer olhar para o rapaz.
Nesse dia, o padre resolveu falar, enquanto alguns davam dinheiro ao mendigo.
"Me desculpem a franqueza. Mas vocês vão todos para o inferno. Isso não é caridade. Nem com eles, nem com vocês"
Palavras um pouco fortes, o padre mesmo admitiu isso quando conversamos. Mas ele fez isso de propósito, para despertar naquelas pessoas o que ele despertou em mim quando me contou esse caso: não sabemos fazer caridade, tantas vezes. Inclusive conosco.
Aquelas pessoas davam dinheiro ao maltrapilho porque queriam se ver logo longe dele. E que tipo de caridade é essa? Não seria de fato um egoísmo, querer voltar à sua zona de conforto, ao seu mundinho particular, com o cheirinho bom do seu perfume comprado no dutty free na viagem à Miami?
A caridade, e isso me ficou mais claro, trata-se de começar a buscar em si mesmo que esse tipo de redoma, a zona de conforto, é uma forma de miséria em que mergulhamos e que impede de evoluirmos.
Se você está pensando agora "mas eu não sou obrigado a aguentar um bêbado fedorento perto de mim, ninguém é", então a sua zona de conforto está gritando agora para permanecer inabalada. Isso não nos transforma em monstros, mas reconhecer que temos essas fraquezas é o primeiro passo da mudança. É o primeiro passo do crescimento pessoal.
Agora pense em quanta coisa abraçamos pra resolver no trabalho e em casa, de modo que acabamos mergulhando numa espiral sem fim, trabalhando nos finais de semana, dormindo preocupados com um cliente, acordando mais cedo pra terminar um relatório antes de uma reunião. Isso não seria outra falta de caridade conosco mesmo? E o tempo que você precisa com sua esposa, seu filho; e o tempo que você precisa para você mesmo? Resumo da ópera: sabemos dizer não? Sabemos dizer não para nós mesmos?
O reflexo disso ouvimos de pessoas que dizem "nunca mais tive tempo de ver um filme", "não vi meu filho crescer", "eu precisava trazer comida pra casa, nunca faltou nada pra minha família"...
Dizer não muitas vezes doi. Doi no fundo da alma, principalmente porque vemos alguém desapontado porque recusamos fazer ou dar a essa pessoa algo que não passa de uma frivolidade, um mimo.
Não acostumamos mal essa pessoa? Não nos acostumamos mal? O quanto não saber dizer não já nos desgastou no trabalho ou em nossa vida pessoal?
Pois é, meu chapa. A caridade começa aí. Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo ou ao ócio, mas veja que se nos doamos totalmente aos outros, se acatamos a opinião deles e não paramos pra pensar no que vai ser melhor para nossas vidas, passamos a ser espelhos dos outros, e meu amigo, isso é natural do ser humano: os outros vão se aproveitar disso. Mesmo que assumam que não, mesmo que inconscientemente.
Todos buscamos a felicidade, e é comum lermos por aí que a felicidade está nas pequenas coisas.
Quando reconhecemos isso, percebemos que na verdade essas pequenas coisas são GRANDES coisas, e nossa saúde, nosso bem estar e nossa paz de espírito fazem parte disso.
Não deixe o "bico" dos outros, desapontados por terem ouvido um não seu, desapontar-lhe. Ajudar um maltrapilho a procurar um emprego - que foi o que aquele padre fez depois, é praticamente salvar uma vida. Mas somos muito limitados uma boa parte de nossas vidas para perceber isso. Precisamos geralmente de um trauma muito grande para se dar conta de que o sofrimento e as frustrações fazem parte da vida, e são o que nos fazem evoluir.
Certa vez, um discípulo e seu mestre escalavam uma montanha. Chegando lá em cima, o discípulo disse:
"Como eu gostaria de viver aqui! Que vista linda! Acredito que poucos no mundo tem o privilégio de morar em um lugar como esse..."
O mestre perguntou:
"O que você vê aqui em cima?"
Ao que o jovem respondeu:
"Florestas, animais, água límpida...Sem dúvida uma linda vista!"
O mestre insistiu:
"Perguntei aqui em cima..."
"Ah...entendi...Bom...Vejo pedras...Rochas, nada mais", respondeu o rapaz, já percebendo o que viria pela frente. O mestre concluiu:
"Lá embaixo você vê a vida. Aqui, nada. Conosco é o mesmo: a vida cresce nos vales. No topo, esperamos glórias instantâneas, que alimentam em nós fantasias e nos impedem de continuarmos evoluindo lá embaixo".
Pense nisso. Exercite isso. Pelo seu bem.
A caridade, e isso me ficou mais claro, trata-se de começar a buscar em si mesmo que esse tipo de redoma, a zona de conforto, é uma forma de miséria em que mergulhamos e que impede de evoluirmos.
Se você está pensando agora "mas eu não sou obrigado a aguentar um bêbado fedorento perto de mim, ninguém é", então a sua zona de conforto está gritando agora para permanecer inabalada. Isso não nos transforma em monstros, mas reconhecer que temos essas fraquezas é o primeiro passo da mudança. É o primeiro passo do crescimento pessoal.
Agora pense em quanta coisa abraçamos pra resolver no trabalho e em casa, de modo que acabamos mergulhando numa espiral sem fim, trabalhando nos finais de semana, dormindo preocupados com um cliente, acordando mais cedo pra terminar um relatório antes de uma reunião. Isso não seria outra falta de caridade conosco mesmo? E o tempo que você precisa com sua esposa, seu filho; e o tempo que você precisa para você mesmo? Resumo da ópera: sabemos dizer não? Sabemos dizer não para nós mesmos?
O reflexo disso ouvimos de pessoas que dizem "nunca mais tive tempo de ver um filme", "não vi meu filho crescer", "eu precisava trazer comida pra casa, nunca faltou nada pra minha família"...
Dizer não muitas vezes doi. Doi no fundo da alma, principalmente porque vemos alguém desapontado porque recusamos fazer ou dar a essa pessoa algo que não passa de uma frivolidade, um mimo.
Não acostumamos mal essa pessoa? Não nos acostumamos mal? O quanto não saber dizer não já nos desgastou no trabalho ou em nossa vida pessoal?
Pois é, meu chapa. A caridade começa aí. Não estou fazendo uma apologia ao egoísmo ou ao ócio, mas veja que se nos doamos totalmente aos outros, se acatamos a opinião deles e não paramos pra pensar no que vai ser melhor para nossas vidas, passamos a ser espelhos dos outros, e meu amigo, isso é natural do ser humano: os outros vão se aproveitar disso. Mesmo que assumam que não, mesmo que inconscientemente.
Todos buscamos a felicidade, e é comum lermos por aí que a felicidade está nas pequenas coisas.
Quando reconhecemos isso, percebemos que na verdade essas pequenas coisas são GRANDES coisas, e nossa saúde, nosso bem estar e nossa paz de espírito fazem parte disso.
Não deixe o "bico" dos outros, desapontados por terem ouvido um não seu, desapontar-lhe. Ajudar um maltrapilho a procurar um emprego - que foi o que aquele padre fez depois, é praticamente salvar uma vida. Mas somos muito limitados uma boa parte de nossas vidas para perceber isso. Precisamos geralmente de um trauma muito grande para se dar conta de que o sofrimento e as frustrações fazem parte da vida, e são o que nos fazem evoluir.
Certa vez, um discípulo e seu mestre escalavam uma montanha. Chegando lá em cima, o discípulo disse:
"Como eu gostaria de viver aqui! Que vista linda! Acredito que poucos no mundo tem o privilégio de morar em um lugar como esse..."
O mestre perguntou:
"O que você vê aqui em cima?"
Ao que o jovem respondeu:
"Florestas, animais, água límpida...Sem dúvida uma linda vista!"
O mestre insistiu:
"Perguntei aqui em cima..."
"Ah...entendi...Bom...Vejo pedras...Rochas, nada mais", respondeu o rapaz, já percebendo o que viria pela frente. O mestre concluiu:
"Lá embaixo você vê a vida. Aqui, nada. Conosco é o mesmo: a vida cresce nos vales. No topo, esperamos glórias instantâneas, que alimentam em nós fantasias e nos impedem de continuarmos evoluindo lá embaixo".
Pense nisso. Exercite isso. Pelo seu bem.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Most Valuable Followers e Connectors
Utilizando seu usuário do Twitter, o aplicativo MVF - Most Valuable Follower pode rankear quem são as cinco pessoas que lhe seguem
capazes de abranger o maior número possível de outros usuários com um simples retweet. Ou seja, quão influente é quem lhe segue?
Este aplicativo foi lançado no último dia 30/01, e já vem sendo disseminado
pelo seu diferencial: analisar não a sua popularidade,
mas a dos seus seguidores. Veja em: http://mvfapp.com/
Be a connector and be different!
Recentemente li um artigo
que afirma que em vez de networkers,
devemos ser connectors.
Connectors são aquelas pessoas que parecem conhecer todo mundo, estão sempre
dispostas a ajudar e, se não podem, sabem quem pode. Um bom exemplo são aqueles
que recebem pelo menos um currículo por dia no seu e-mail. Networking, para
a produtora executiva Jill Leiderman, do programa Jimmy Kimmel Live, é algo utilizado para um fim
específico e, arrisco dizer, na maioria das vezes pessoal. Ser um connector é algo maior,
trata-se de ter paixão por conhecer novas pessoas, ajudá-las, conectá-las,
engajá-las.
Se você é um connector, sem dúvida será um MVF.
E trocadilhos à parte, meu objetivo é incluir esse F no meu apelido, de preferência conectando pessoas.
Se você é um connector, sem dúvida será um MVF.
E trocadilhos à parte, meu objetivo é incluir esse F no meu apelido, de preferência conectando pessoas.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Dando fim a um pesadelo no Word
Estou escrevendo um livro sobre apresentações, e inventei de dar SHIFT+_ (underline) repetidamente para dividir uma sessão de outra. Se você passa da metade da página, surge uma linha horizontal dividindo o texto, como na figura abaixo.
CTRL+C, CTRL+V pra cá, DELETE pra lá, e essa linha foi se multiplicando, como Gremlins quando encontram água.
Depois disso, minha vida mudou. Não tive mais sossego. Perdi sono, arrumei inimizades, não fui mais o mesmo.
Selecione os parágrafos do entorno, ou se tiver várias linhas dessas, o texto todo (CTRL+T em português ou CTRL+A em inglês). Depois, no menu INICIAR, com o texto selecionado, clique naquele quadradinho pontilhado, dividido em quatro partes, na opção de preenchimentos de borda.
Escolha a opção SEM BORDAS. E acabe com esse pesadelo. É inacreditável: A LINHA REALMENTE SOME DA SUA VIDA!
CTRL+C, CTRL+V pra cá, DELETE pra lá, e essa linha foi se multiplicando, como Gremlins quando encontram água.
Depois disso, minha vida mudou. Não tive mais sossego. Perdi sono, arrumei inimizades, não fui mais o mesmo.
NÃO TEVE CRISTÃO QUE ARRANCASSE ESSA LINHA DE LÁ!
Depois de muito perguntar, resolvi recorrer ao bom e velho pai dos burros, o Google, e lá estava um post em um fórum de informática que ensinava como dar cabo da bendita linha.Selecione os parágrafos do entorno, ou se tiver várias linhas dessas, o texto todo (CTRL+T em português ou CTRL+A em inglês). Depois, no menu INICIAR, com o texto selecionado, clique naquele quadradinho pontilhado, dividido em quatro partes, na opção de preenchimentos de borda.
Escolha a opção SEM BORDAS. E acabe com esse pesadelo. É inacreditável: A LINHA REALMENTE SOME DA SUA VIDA!
sábado, 21 de janeiro de 2012
Risoto de Camarão, Jambu e Tucupi
Uma homenagem aos paraenses, que sempre tem tucupi e camarão congelado no freezer...rs.
Fica muito, muito bom. As visitas lamberam o prato!
INGREDIENTES
* 1/2kg de camarão rosa
* folhas de jambu o quanto baste (o Jambu é uma folha encontrada predominantemente na região norte. No RJ e em SP se encontra também em mercados especializados).
* 1 litro de Tucupi - ele é um tempero e molho amarelo, extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida. Depois desse processo, o molho descansa para que haja a sua decantação e separação da chamada goma (esta usada no famoso tacacá paraense). O tucupi, no início, é venenoso por causa da presença de ácido cianídrico, devendo então ser cozido por horas para eliminar o veneno. Fiquem tranquilos que ninguém morre, não se comercializa tucupi sem ser fervido rs
* 500g de arroz para risoto. Depois de preparar inúmeros risotos à base de Carnarolli ou Arbóreo, descobri uma indicação da revista Menu do arroz eleito como o melhor para se fazer risoto: o Vialone Nano. Seus grãos tem mais amido que os outros, e isso faz com que ele se quebre menos, além de deixar no final o risoto mais pastoso, como tradicionalmente se serve na Itália.
* Sal marinho com condimentos, de preferência ralado na hora do preparo. Acha-se facilmente em supermercados.
* Azeite de oliva extra-virgem com alguma especiaria (limão ou manjericão são os melhores)
* Um pouquinho de manteiga para aquecer junto com o azeite.
* Um limão.
* Uma taça de vinho branco seco.
* Uma cebola inteira picada.
PREPARO
O camarão deverá ser previamente limpo, inclusive por dentro (sem aquela "tripinha"), e sua casca retirada. Tempere-o com o sal marinho e limão, e espere uma meia hora.
O camarão será frito.
DICA: Aqueça o azeite com a manteiga. Isso evita que o azeite queime, manche sua panela, e estrague sua comida.
Quando o azeite/manteiga estiver bem aquecido, coloque com cuidado os camarões, e frite-os até ficarem rosados, virando-os na metade do tempo. Esse tempo, ainda mais com o óleo quente, deve ser curto, senão seu camarão vai virar uma borracha. Prove um, sei que você vai estar com uma cervejinha do lado. Veja se ficou no ponto e, dependendo, salgue mais, pois o sal marinho é suave. Reserve.
À parte, lave e ferva o jambu em água, por uns 10 minutos, até ele ficar tenro. Aqueça o tucupi - ele será o fundo do seu risoto. Sim, dispense caldo de carne, de legumes, simplesmente use o tucupi. Adicione um pouco de sal marinho moído na hora sobre o tucupi e prove. Muito cuidado para não salgar, se precisar acerte tudo quando o risoto estiver pronto.
Aqueça manteiga na panela, jogue a cebola e refogue. Em seguida, adicione o arroz. A partir daqui, tudo o mais já vai ter que estar engatilhado, pois sua vida será o risoto por meia hora. Refogue-o na cebola/azeite, até que comece a ficar transparente (aspecto vítreo, mas não inteiramente transparente). Nesse momento, adicione o vinho e reduza.
DICA: toda receita que leva vinho, conhaque, uísque, rum, enfim, e que você não vá flambar, o chamado "reduzir" é o momento em que você cheira e não sente álcool entrando pelas suas narinas. Esse volume dá aproximadamente 1/3 do inicial.
NUNCA pare de mexer o risoto. Comece a adicionar o tucupi. Aí comece a osmose entre ele o amido. Amido sai do grão, entra o tucupi, e o arroz vai ganhando gosto. À medida que vai começando a secar, adicione conchas de tucupi. Na embalagem do arroz é dito o tempo de preparo - algo entre 20 e 30 minutos. Como saber? Eu provo. Ele tem que ficar al dente. É muito difícil errar, tem que deixar passar muito tempo para que ele estrague.
Nas última "mexidas" de arroz, adicione o jambu e o camarão. Acerte o sal.
Fica muito, muito bom. As visitas lamberam o prato!
INGREDIENTES
* 1/2kg de camarão rosa
* folhas de jambu o quanto baste (o Jambu é uma folha encontrada predominantemente na região norte. No RJ e em SP se encontra também em mercados especializados).
* 1 litro de Tucupi - ele é um tempero e molho amarelo, extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida. Depois desse processo, o molho descansa para que haja a sua decantação e separação da chamada goma (esta usada no famoso tacacá paraense). O tucupi, no início, é venenoso por causa da presença de ácido cianídrico, devendo então ser cozido por horas para eliminar o veneno. Fiquem tranquilos que ninguém morre, não se comercializa tucupi sem ser fervido rs
* 500g de arroz para risoto. Depois de preparar inúmeros risotos à base de Carnarolli ou Arbóreo, descobri uma indicação da revista Menu do arroz eleito como o melhor para se fazer risoto: o Vialone Nano. Seus grãos tem mais amido que os outros, e isso faz com que ele se quebre menos, além de deixar no final o risoto mais pastoso, como tradicionalmente se serve na Itália.
* Sal marinho com condimentos, de preferência ralado na hora do preparo. Acha-se facilmente em supermercados.
* Azeite de oliva extra-virgem com alguma especiaria (limão ou manjericão são os melhores)
* Um pouquinho de manteiga para aquecer junto com o azeite.
* Um limão.
* Uma taça de vinho branco seco.
* Uma cebola inteira picada.
PREPARO
O camarão deverá ser previamente limpo, inclusive por dentro (sem aquela "tripinha"), e sua casca retirada. Tempere-o com o sal marinho e limão, e espere uma meia hora.
O camarão será frito.
DICA: Aqueça o azeite com a manteiga. Isso evita que o azeite queime, manche sua panela, e estrague sua comida.
Quando o azeite/manteiga estiver bem aquecido, coloque com cuidado os camarões, e frite-os até ficarem rosados, virando-os na metade do tempo. Esse tempo, ainda mais com o óleo quente, deve ser curto, senão seu camarão vai virar uma borracha. Prove um, sei que você vai estar com uma cervejinha do lado. Veja se ficou no ponto e, dependendo, salgue mais, pois o sal marinho é suave. Reserve.
À parte, lave e ferva o jambu em água, por uns 10 minutos, até ele ficar tenro. Aqueça o tucupi - ele será o fundo do seu risoto. Sim, dispense caldo de carne, de legumes, simplesmente use o tucupi. Adicione um pouco de sal marinho moído na hora sobre o tucupi e prove. Muito cuidado para não salgar, se precisar acerte tudo quando o risoto estiver pronto.
Aqueça manteiga na panela, jogue a cebola e refogue. Em seguida, adicione o arroz. A partir daqui, tudo o mais já vai ter que estar engatilhado, pois sua vida será o risoto por meia hora. Refogue-o na cebola/azeite, até que comece a ficar transparente (aspecto vítreo, mas não inteiramente transparente). Nesse momento, adicione o vinho e reduza.
DICA: toda receita que leva vinho, conhaque, uísque, rum, enfim, e que você não vá flambar, o chamado "reduzir" é o momento em que você cheira e não sente álcool entrando pelas suas narinas. Esse volume dá aproximadamente 1/3 do inicial.
NUNCA pare de mexer o risoto. Comece a adicionar o tucupi. Aí comece a osmose entre ele o amido. Amido sai do grão, entra o tucupi, e o arroz vai ganhando gosto. À medida que vai começando a secar, adicione conchas de tucupi. Na embalagem do arroz é dito o tempo de preparo - algo entre 20 e 30 minutos. Como saber? Eu provo. Ele tem que ficar al dente. É muito difícil errar, tem que deixar passar muito tempo para que ele estrague.
Nas última "mexidas" de arroz, adicione o jambu e o camarão. Acerte o sal.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Aumente sua Concentração
Na próxima vez que você sentar à mesa em uma reunião, repare ao seu redor. Seus colegas estarão checando o notebook, digitando nele ou enviando SMSs e e-mails pelo celular, tudo isso enquanto alguém fala. Muitos de nós temos orgulho de nossa proeza em sermos multitask, e vestimos isso com um crachá de honra.
Ser multitask pode nos ajudar a marcar mais itens-a-se-fazer em nossas listas de atividades. Mas isso também nos leva, por exemplo, a ignorar informações e pistas, e nos deixa menos inclinados a reter a coisas do nosso trabalho, o que prejudica a solução de problemas e o uso de nossa criatividade.
Na década passada, avanços em neuroimagem revelaram muito sobre como o cérebro trabalha. Estudos em cima de adultos com Distúrbio de Atenção (ou ADHD, da sigla em inglês Attention Deficity Hyperactivity Disorder) mostram como o cérebro foca em alguma atividade, o que impede o foco, e o quão fácil é para o cérebro distrair-se. Esses estudos vieram em uma época em que o deficit de atenção espalhou-se muito além das pessoas com ADHD, incluindo aquelas que estão o tempo inteiro ligadas no trabalho. A boa notícia é que o cérebro, pelo que foi levantado, é capaz de ignorar distrações, permitindo com que sejamos mais focados, criativos e produtivos.
Seguem, então, três passos para começar a melhorar sua concentração.
CONTROLE SEU FRENESI
Apesar de essa palavra, em português, ser usada geralmente
no sentido pejorativo, seu significado real é simplesmente estar fora de
controle, do "pouco ao muito". Isso pode se refletir em um mero
chacoalhar de pernas até um ataque histérico. As emoções são processadas em
nossa amígdala, que é uma pequena glândula em forma de amêndoa em nosso
cérebro. Ela responde de maneira muito intensa a emoções negativas, que são
consideradas sinais de ameaça. O mapeamento do cérebro por imagens mostra que a
ativação da amígdala por emoções negativas prejudica a habilidade de nosso
cérebro em resolver problemas, ou realizar outras atividades cognitivas.
Emoções positivas fazem justamente o contrário. Elas potencializam as funções
de execução no cérebro, e podem ajudar a abrir as portas do pensamento criativo
e estratégico. Podem, inclusive, ajudar na inserção social.
O que EU posso fazer?
Procure aumentar o equilíbrio entre emoções positivas e
negativas ao longo de seu dia. Barbara Fredrickson, uma famosa pesquisadora em
Psicologia da Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill, recomenda uma
taxa de 3:1 de balanço entre emoções positivas e negativas, respectivamente.
Esse número é baseado em um modelamento matemático aplicado em dinâmicas de
equipes consideradas "ideais", feito por Marcial Losada, colaborador
de Barbara. Este modelo também foi aplicado em uma pesquisa sobre casamentos de
sucesso.
Calcule sua "taxa de positividade" no site
www.positivityratio.com (site em inglês). Você pode domar emoções negativas
através de exercícios físicos, meditação, e dormindo bem. Fazer alguma dessas
coisas também lhe ajuda a perceber seus padrões emocionais negativos. Talvez um
colega de trabalho frequentemente lhe incomoda com alguma mania ou equívocos
crônicos, o que lhe leva a uma espiral descendente de aborrecimento. Perceba
que suas respostas a esses estímulos são muitas vezes exageradas, respire e
largue a irritação de lado. A respiração é uma ferramenta poderosa que ainda muitos
de nós ignoramos.
O que seu TIME pode fazer?
Inicie suas reuniões com assuntos positivos e humor. As
emoções positivas que isso causa aumenta a atividade cerebral de todos, fazendo
com que trabalhem em prol de soluções, juntos.
FAÇA PAUSAS
Seu cérebro escaneia continuamente os ambientes interno
(você) e externo (fora de você), mesmo quando sua atividade é o único objeto de
sua concentração. Distrações estão sempre à espreita: pensamentos
"desobedientes", emoções, sons, interrupções. Felizmente, nosso
cérebro é projetado para parar instantaneamente um pensamento aleatório, uma
ação desnecessária, e até uma emoção instintiva que lhe faça sair dos trilhos.
O que EU posso fazer?
Para prevenir distrações que sequestrem sua concentração,
use o método ABC como freio. Esse método significa tornar-se CONSCIENTE (Aware)
de suas opções: você pode parar o que faz para optar pela distração ou
simplesmente escolher que ela se vá; RESPIRE (Breathe) profundamente e
considere suas opções. Por fim, ESCOLHA (Choose): Paro ou continuo?
O que seu TIME pode fazer?
Procure arrumar na agenda de todos encontros descontraídos
de uma hora. Todos devem ser estimulados a contribuir com pensamentos
criativos, e distrações como notebooks, tablets, celulares e outros
dispositivos devem ser terminantemente proibidos durante essas
reuniões.
DESLOQUE SEUS SETS
Ao mesmo tempo que é muito bom poder estar focado em uma
atividade, às vezes você precisa mudar sua atenção para outro problema. O que
se costuma chamar set-shifting é nada mais que mudar seu foco totalmente para
uma nova tarefa, e não deixar para trás absolutamente nada da última que
você fazia. Às vezes é útil fazê-lo, para proporcionar ao cérebro uma
pausa e permiti-lo assumir uma nova tarefa.
O que EU posso fazer?
Antes de voltar sua atenção a uma nova tarefa, mude seu foco
da sua mente ao seu corpo. Vá caminhar, suba escadas, respire profundamente ou
alongue-se. Mesmo que você não esteja ciente disso, seu cérebro nesse
momento continua trabalhando nas tarefas anteriores. Às vezes novas ideias
emergem durante essas pausas físicas.
O que seu TIME pode fazer?
Agende uma pausa de cinco minutos para cada hora de reunião,
e incentive todos a fazer alguma atividade física em vez de correr para checar
o e-mail em suas mesas. Restaurando a função executora do cérebro, essas pausas
podem fazer com que todos tenham melhores ideias na retomada da reunião.
Organizar sua mente e as dos que compõem sua equipe trará
resultados sólidos. Aplicar uma "concentração de alta qualidade" é um
ótimo começo. Procure, por exemplo, fazer uma reunião que não seja
multitarefa e veja o que acontece quando todos direcionam suas
atenções ao assunto. Que tal?
Adaptado de Organize Your Life, Organize your Mind, de Paul Hammerness e Margaret Moore. Hammerness é professor assistente de psiquiatria na Harvard Medical School. Moore é fundadora e CEO da Wellcoaches Corporation e co-diretora do Institute of Coaching no Hospital McLean.
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