segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu filho, você não merece nada (por Eliane Brum)

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.



Texto de ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).

sexta-feira, 8 de julho de 2011

GOL compra Webjet

Pare pra pensar no oligopólio (na verdade um duopólio) TAM e Gol. É interessante para o governo que seja assim, pois o caos aéreo no Brasil acontece justamente por causa da infra-estrutura dos aeroportos. Empresas como a Webjet e a Azul fomentam que classes C e D tenham a oportunidade de voar. Se só duas grandes empresas operam, o preço sobe e só os ricos voam. E aí os problemas de atrasos de voos, devido às altas demandas, acabam. Interessante para o governo.
E concordo que, provavalmente, a Gol não vá querer manter a Webjet como uma linha lowcost. Óbvio, pois ela sempre se anunciou como lowcost, a webjet mexeu pra valer com o seu ego.

domingo, 26 de junho de 2011

Business pelo telefone.

Dia desses eu entrei em um banheiro do Aeroporto de Congonhas, fazendo uma conexão, e havia uma fila de engravatados aguardando liberarem os boxes. Dentro de um deles, um carinha negociava ao celular, gritava, ria...Como se estivesse em sua casa. O que mais me impressionou foi que ninguém pelo menos esboçava uma risadinha com a situação. Tudo bem, todo mundo estava apertado, mas eu achei aquilo totalmente maluco! Eu ria sozinho! O cara negociava no celular e enviava um fax ao mesmo tempo*...






Experimente, se estiver de férias, ir no meio de uma manhã a uma padaria movimentada. A quantidade de gente produzida, fashion, que.acontece.com, com seus uniformes de super-heróis executivos e maletinhas de couro é enorme. É a hora em que o gel ainda está brilhando no cabelo dos homens, e o Dior comprado na viagem de fim de ano pela CVC pra Buenos Aires ainda exala fortemente das moças. São dois carinhas em uma mesa olhando um notebook; três em outra, com um deles falando alto, daquele jeito, ao celular - mais para os dois da mesa que pra pessoa do outro lado da linha. Lá no fundo, um solitário senhor de cabelos brancos, lendo jornal de papel, e não em um tablet, com um cafezinho abandonado pela metade. Com certeza pensando "Cara, ainda bem que me aposentei. Tá tudo mudado...".


Bom, montada a fotografia, quero dar uma boa dica a esses amigos life-is-short, so-let-me-make-more-money.

Já é lugar-comum dizer que todos negociam. Mas é interessante notar como isso tem acontecido cada vez mais à distância. Veja o caso da padaria. É gente pra cima e pra baixo e em todos os lugares possíveis carregando um celular, barganhando...Quem nunca ouviu algum engravatado, a quem darei o apelido carinhoso de Gordo Suado de Terno que Precisa Fazer um CheckUp, passando por perto e falando alto, como se o mundo fosse só ele e a outra pessoa do outro lado da linha. Melhor, do outro lado do mundo, pois geralmente um indivíduo desse tipo está gritando. "Não, fecha com cinco então, e dá o desconto".

Hoje muitos contratos são fechados também por e-mail - tenho um amigo que trabalha com websites e é quase sempre assim, tudo por e-mail.
Mas você já parou pra pensar o quanto é difícil negociar assim? Some tips for you, dude:

#1. Você não está vendo o que tem do outro lado! Imagine agora você, no meio de um trânsito caótico, precisando negociar pelo celular. E lá do outro lado, em uma confortável sala com carpete, cadeiras presidenciais, ar-condicionado e cheirinho da Le Lis Blanc, uma equipe de dois compradores, um gerente e um diretor olhando fixo para o telefone, no viva-voz, com um memorial de compras em mãos, cotações de concorrentes, e o histórico dos e-mails que você trocou com eles.
   DICA: seja sempre você o iniciador da chamada! Peça uns minutinhos, finja que está em uma reunião, ou simplesmente disfarce. Certa vez eu estava despreparado quando um cliente perverso me ligou. E eu divido sala com um colega que fala ao celular que nem o Gordo Suado de Terno que Precisa Fazer um CheckUp. O que fiz? Me aproximei do meu amigo, que falava ao telefone, e falei baixinho "Oi...tô numa reunião, posso te ligar já, já?". Foi o tempo que tive pra olhar e-mails, dar um telefonema, e assim vai. Em suma, seja sempre o iniciador da ligação. Quem a inicia tem mais poder de fogo.

#2. É mais fácil se distrair. Imagine só, a quantidade de coisa perto que pode nos chamar a atenção. Ainda mais para os multitarefas de plantão, que telefonam em frente ao computador, e deixam o outlook, o skype, o MSN e mais algumas coisas minimizadas. A gente definitivamente não nasceu pra fazer um monte de coisas ao mesmo tempo. Vá lá que as mulheres o conseguem com mais facilidade, mas isso não está na nossa essência. Li um livro recentemente chamado Por que Cometemos Erros, e essa é uma das maiores causas de nossos enganos. E a sociedade insiste para que o façamos cada vez mais. Se um indivíduo que tenta aumentar o volume do som do carro, olha o GPS e percebe que o celular está tocando bate o carro, o que vão fazer é aumentar o número de itens de segurança do carro, em vez de investir no motorista.
    DICA: foque na negociação. O computador não vai fugir, a pessoa parada à porta, esperando você desligar, pode voltar depois. A chance de fechar um bom negócio é uma só.

#3. Esquecemos facilmente as coisas. No livro que citei acima, citam-se estudos que mostram que o ser humano, pra se lembrar, precisa trazer significado a tudo. A rostos, a fatos, a nomes, rótulos.
    DICA: ANOTE TUDO!!!! Aliás, oficialize também. Mande um e-mail depois do telefonema, peça confirmação de leitura. Pra não ficar depois o dito pelo não dito.

#4. Ligue do skype. É mais barato. Hehe.

* Em tempo: segundo pesquisa recente realizada pela Insight Express and AdAge, 56% das pessoas nos Estados Unidos admitem usar o celular durante o #2. 70% delas telefonando, 62% enviando mensagens de texto.

sábado, 21 de maio de 2011

Errar é fácil

Você sabe por que "deslizamos" tanto, damos tantas mancadas?
Segundo o jornalista americano Joseph T. Hallinan, há fatores que impactam diretamente nos resultados "aquém do esperado" que comento tanto em palestras:


- Pessoas que dormem menos tem maior propensão a fazer apostas mais arriscadas. Isso explica por que cassinos ficam abertos 24 horas.


Pesquisa mostra que 75% dos executivos não dormem
 direito devido a preocupações com trabalho


- Felicidade. Pessoas mais felizes pensam mais organizadamente e sabem trabalhar com mais flexibilidade em situações difíceis.


Se tem algo te fazendo muito 
feliz, aproveite: suas escolhas serão mais acertadas!


- Acredite...ser menos otimista!!! A explicação é lógica: quando tomamos decisões muito confiantes, podemos ignorar as alternativas que nos levarão ao erro.


- Observar melhor. A uma distância normal, vemos o equivalente a uma moeda de dez centavos. Nossa vista periférica deixa a desejar - nas mulheres ela é um pouco melhor, pois o homem tem mais visão de túnel.

Quantas ações tomamos no dia-a-dia em cima do nosso feeling, e depois jogamos a culpa em nós mesmos? "Ah, eu devia ter analisado todos os detalhes, o histórico.."
Muitas vezes não! Só faltou olhar um pouquinho mais.
Olhem que interessante: foi feita uma experiência sobre o tal "período do olho quieto" (a fração de segundos em que nossos olhos observam tudo que tem que ser observado, antes que nos movimentemos). A experiência foi feita nos putts do golfe - aquela hora em que o jogador vai dar a última tacada para o último buraco. Constatou-se que no caso dos golfistas mais experientes, eles olham nesse instante fixamente para a bola. Os menos experientes, para a bola, depois para o taco, e por aí vai.
Reconhecimento das necessidades dos clientes: a Nike lançou um putter verde, da cor do gramado.


Com o novo Nike IC, sua vida ficou muito mais fácil!

Assim, quem é menos experiente se distrai menos. E olha para o que importa. O mesmo acontece na indústria cinematográfica, os erros de sequência atormentam os produtores até hoje. Tudo porque as cenas não são filmadas na cronologia do filme.
Ben Hur não ganhou 11 prêmios na cerimônia do Oscar? Pois saibam que ele tem um monte de erros. Alguém aqui já reparou que na famosa corrida de bigas, durante a disputa, a do Ben Hur tem seu lado direito todo danificado?

No final da corrida ela está intacta.

Safado. Me pegou.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tá frio? Brusqueta neles!

Simples demais, bom demais.


INGREDIENTES
Uma garrafa de Vinho. Fica bom com um carmenère.
1 Pão italiano grande,
Manjericão,
Queijo parmesão ralado na hora,
Sal marinho (serve o comum se não encontrar)
Pimenta-do-reino moída na hora (dessa vez eu usei a rosa)
Azeite extra-virgem
5 Tomates orgânicos


PREPARO
Abra a garrafa de vinho e comece a beber.
Pré-aqueça seu forno, a uns 200oC, e vá temperar seus tomates. Dica: use faca de serra. A faca comum perde o fio muito rápido com a pele do tomate. Corte-os em cubos, salgue-os e moa a pimenta por cima. Misture tudo e não deixe muito tempo parado, senão o tomate desidrata.
Distribua rodelas do pão em uma assadeira, jogue azeite de oliva nas fatias, o tomate em cima de cada uma delas, e depois o queijo parmesão ralado por cima.
Leve ao forno.
Enquanto isso, olha quem estava na sala, esperando leite.




Amor da minha vida! Cada dia mais figurinha, gostoso, pimponzinho.


Quando o queijo derreter e o pão dourar, retire do forno e coloque as folhas de manjericão por cima.
Voilez!



terça-feira, 17 de maio de 2011

Marketing ousadíssimo


Gente, o texto está tão bacana que eu simplesmente o copiei. Sem palavras, essa estratégia vai ser um divisor de águas pra esses profissionais da CBBP (thanks ao Leandro, meu aluno, pela dica).
A Companhia Brasileira de Bebidas Premium (CBBP) utilizou estratégia de marketing inédita para envolver brasileiros no lançamento da nova cerveja, chamada “Proibida”

Duas garotas tchecas se apaixonaram pelo Brasil, suas festas, gastronomia, cultura e diversão. Para compartilhar a nova paixão e o sonho de consumo de férias regadas a muita mordomia e festas, elas criaram o blog We Luv Brazil. A partir daí, Dominika e Michaela desenvolveram uma relação estreita de amizade com milhares de brasileiros através do Twitter e Facebook. Fotos, vídeos, bate papos e conversas via blog fizeram das duas tchecas webcelebridades, chegando a chamar a atenção de grandes portais e de um dos principais programas humorísticos da TV brasileira, o Pânico na TV.

Através desse novo contato, Dominika e Michaela realizaram o sonho de conhecer a terra do samba na companhia de Sabrina Sato, o que rendeu uma série em oito capítulos de um reality show dentro do programa. Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza e Salvador. O roteiro incluiu as principais cidades do Nordeste e do país e, durante quase um mês de viagem, as tchecas se transformaram nas tchecas do Brasil e ganharam espaço na imprensa também fora da internet.

Até aí, um bom case de celebridade instantânea via internet, um entre tantos que já aconteceram na rede. Entretanto, a isso tudo, junte uma nova cervejaria que chega a um mercado de concorrência acirrada com grandes e estabelecidos players. Agora sim, eis um criativo case de lançamento de produto.

Companhia Brasileira de Bebidas Premium – CBBP - apostou na estratégia de criar uma história on linepara conquistar o consumidor e alcançou o objetivo. Com personalidade revolucionária e ousada, a CBBPnão poderia lançar uma nova cerveja de forma tradicional. A PROIBIDA chega ao mercado brasileiro embasada em uma estratégia de comunicação nunca antes utilizada. Ela reúne com pertinência três dos conceitos mais inovadores do marketing: envolvimento com o target, criação de conteúdo inovador para a marca e integração entre os meios on e off line.
“A PROIBIDA é uma pilsen inspirada nas melhores cervejas do mundo, fabricadas na República Tcheca. Pegamos a melhor receita e adicionamos o sabor e a irreverência do brasileiro. A ideia foi trazer a República Tcheca para o imaginário do brasileiro através de relacionamentos pessoais. Para isso, criamos as personagens Dominika e Michaela”, explica Lucas Afonso, Diretor de Marketing da CBBP.
Desde novembro com uma agitada vida virtual, as duas garotas conquistaram os brasileiros sem criar nenhuma desconfiança de que de fato representavam uma nova cervejaria que chegaria em breve ao mercado. “Elas tinham uma rotina, uma vida, e interagiam via web com internautas brasileiros. Criamos nossas próprias musas, com originalidade e uma história só nossa. “Sigilo foi o mais importante durante a estratégia”, pontua Lucas Afonso.

Em pouco tempo, o We Luv Brazil ganhou seguidores e caiu no gosto de vários portais, a exemplo do Papo de Homem, Vírgula, R7, Social 1, Blog do João Alberto, além de internautas e personalidades do Brasil. Nesse contexto, as redes sociais foram de extrema importância para criar um envolvimento com o público que fica cada vez mais apaixonado pela simpatia e beleza de Dominika e Michaela. Vale lembrar que nenhum desses veículos sabia que as tchecas faziam parte da estratégia de marketing da CBBP.

O Pânico na TV, um dos programas mais divertidos da TV brasileira e patrocinado por um concorrente do mercado cervejeiro, simpatizou com as tchecas e adotaram as garotas para a produção do reality show que seria encerrado no último domingo (15/05). “Toda a ação foi muito bem planejada e executada para que nem a produção do programa nem nenhum outro veículo desconfiassem que elas guardavam um segredo: liberar uma cerveja Premium inédita no Brasil”, explica João Noronha, presidente da CBBP.

Durante a estadia das tchecas no Brasil, no mês de março, foram produzidos conteúdos em texto, vídeo e fotos para alimentar as redes sociais e o blog do We Luv Brazil. Em paralelo, Dominika e Michaela se transformaram em celebridades viajando pelo País, acompanhadas por Sabrina Sato e pelo Pânico na TV, chegando a desfilar no mesmo carro alegórico no carnaval do Rio de Janeiro com a modelo Gisele Bündchen e a curtir as almejadas férias ao lado de celebridades de ex Big Brothers, músicos, artistas e personalidades.

No decorrer da ação, palavras como Proibida, o ditado tcheco Dej Buh Stesti (que aparece no rótulo da cerveja e significa “deus nos dê sorte e alegria” - e o símbolo da marca (ø) foram utilizados de forma subliminar e passaram a fazer parte do cotidiano do brasileiro antes mesmo do produto chegar às prateleiras, gerando curiosidade e discussões entre o target.

Com a exibição do último episódio do reality show do Pânico, chegou a hora de desvendar quem de fato são as tchecas Dominika e Michaela. A ação que teve início na rede, também tem nela o seu ápice. A CBBP produziu e veiculou na internet um vídeo revelando o mistério do We Luv Brazil. “Finalmente chegou o dia do lançamento oficial e da revelação do segredo das tchecas. Elas não vieram ao Brasil para simplesmente curtir as férias, e sim para liberar a PROIBIDA”, revela Noronha. Lucas completa, “de forma bem humorada o país inteiro vai descobrir que a nossa marca já nasce com personalidade transgressora e surpreendente, que vem com o objetivo de deixar a vida mais gostosa e divertida.”

Em todos os filmes, as tchecas sempre fazem alusões aos símbolos e a identidade da PROIBIDA. A exemplo do constante uso da frase Dej Buh Stesti, que esteve presente em todos os materiais. “Adotamos essa frase que é tradicional nas cervejarias tchecas e queremos torná-la popular no Brasil,” explica Lucas.

A mídia espontânea alcançada foi imensa e seu retorno incomparável com qualquer tipo de investimentos em pontos de audiência tradicionais. O impacto da inovação e a percepção causada pelo buzz são surpreendentes, afinal, são os resultados de uma ação nunca antes realizada no mercado.

As peças que formam esse lançamento compõem um total de mais de 60 filmes produzidos para a internet e TV, entre Inglaterra, República Tcheca e Brasil. No entanto, representam a primeira etapa de uma estratégia mais ampla que terá desdobramentos em outras mídias.

Ao todo, cerca de 120 profissionais estiveram envolvidos com a ação para garantir o sigilo e a eficácia de todo o trabalho. “Essas peças juntas compõem uma estratégia que não aceita rótulos. Elas expressam a ousadia, o bom humor e a irreverência de uma marca nova que não chega ao mercado para ser mais uma. A Proibida chega para liberar as pessoas da mesmice e do lugar comum”, destaca João Noronha, presidente da CBBP.
Essa filosofia vai do produto ao marketing, passando por todas as operações executadas pela Companhia Brasileira de Bebidas Premium. A PROIBIDA chega ao mercado como uma cerveja Premium com qualidade artesanal e produzida em escala industrial. Ao longo dos meses dessa ação, a Companhia desenvolveu uma séria de outras ações focadas em se apresentar ao mercado como uma empresa comprometida com a produção e distribuição de bebidas Premium. A partir de junho uma nova cerveja estará disponível para o consumidor, a PROIBIDA vai ser liberada.

Lote Especial - Enquanto o We Luv Brazil ganhava a simpatia do público, a CBBP realizou eventos pontuais de degustação em Recife e Fortaleza com público e imprensa para apresentar o primeiro lote fabricado. Ao longo do primeiro semestre desse ano, vários formadores de opinião receberam um kit do Lote Especial junto com a história e a busca da Companhia por uma receita tcheca da verdadeira cerveja Pilsen. A partir de agora, a CBBP inicia a ativação do trade rumo ao lançamento final da PROIBIDA junto ao público, que está previsto para acontecer até o fim do primeiro semestre.

FONTE: http://www.cbbp.com.br/noticia.php?i=23